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Política

Flávio Bolsonaro descumpre ordem do STF e viaja aos EUA, segundo aliados; governo Trump diz que concederá vistos

Senador não entregou os passaportes no prazo e a PF cancelou os documentos; não há registro oficial da saída do país, e deputados pedem a prisão preventiva

Redação Brasil360
Ilustração: Brasil360

Atualizada às 18h25 de 27/10/2026. A Polícia Federal ainda não havia confirmado a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, e o senador não havia se manifestado publicamente sobre a viagem.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) no 2º turno da eleição presidencial, não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, segundo aliados do senador, as agências Reuters e Agência Brasil e o jornal The New York Times. Nesta tarde, o Departamento de Estado dos EUA informou à CNN Brasil que vai conceder vistos ao senador e à família dele, segundo a emissora e o G1.

O que está confirmado

  • O prazo não foi cumprido. Flávio não entregou os passaportes à PF no prazo fixado por Moraes, que venceu na manhã desta terça-feira (27), segundo o G1, a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil. A decisão, tomada no domingo (25), determinava a entrega dos passaportes comum, diplomático e italiano, e proibia o senador de deixar o país, segundo o Aos Fatos.
  • Os passaportes foram cancelados. A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio e vai comunicar o descumprimento ao ministro, segundo a Agência Brasil.
  • Não há registro oficial de saída. A PF informou não ter registro de passagem do senador por nenhum posto regular de fronteira, segundo o Metrópoles e o Aos Fatos.
  • O governo americano vai conceder vistos. O Departamento de Estado disse à CNN Brasil que emitirá vistos para o senador e a família. Segundo o G1, que cita uma autoridade do governo americano, a entrada dele nos Estados Unidos será permitida.

O que foi informado por aliados e pela imprensa

  • Aliados de Flávio informaram que ele viajou para os Estados Unidos com a mulher e as filhas, segundo a Folha de S.Paulo e o Valor Econômico. Reuters e The New York Times relataram a viagem com base em fontes que pediram anonimato.
  • O empresário Simón Levy, que se apresenta como aliado de Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o senador já chegou aos Estados Unidos e atribuiu a operação ao secretário de Estado, Marco Rubio, segundo a Agência Brasil e o Correio Braziliense. A informação não foi confirmada oficialmente.
  • O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) escreveu que a viagem foi para que Flávio não servisse "como moeda de troca contra o impeachment de Moraes", segundo o Aos Fatos. Outros aliados passaram a tratar a saída como exílio diante do que chamam de perseguição, segundo a Gazeta do Povo.

A pista da Argentina

Na madrugada, o jornal argentino Infobae publicou que Flávio teria cruzado a fronteira para embarcar num jato particular em Puerto Iguazú, rumo aos Estados Unidos. O avião citado está de fato no aeroporto argentino, mas o governo da Argentina negou que o senador tenha entrado no país, e a Direção Nacional de Migrações informou não ter registro de entrada de nenhum integrante da família Bolsonaro, segundo o Aos Fatos, o G1 e a Bloomberg Línea. Por onde o senador saiu do Brasil ainda não está esclarecido.

As negativas da manhã

Pela manhã, antes das informações de aliados, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou ao Metrópoles que Flávio tivesse deixado o país, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse ao UOL que a informação era "óbvio que é mentira". Na segunda-feira (26), ao ser intimado, o próprio Flávio havia dito: "Eu nunca pensei em sair do país."

As reações

Deputados do PT pediram ao STF a prisão preventiva do senador, alegando risco de fuga, segundo a Band. A deputada Erika Hilton (PSOL) pediu o bloqueio das contas bancárias de Flávio e da mulher dele, segundo o UOL. Até esta atualização, o STF não havia anunciado nova decisão.

O inquérito

Flávio é investigado no STF em inquérito sobre lavagem de dinheiro aberto em meados de outubro e distribuído a Moraes em 16 de outubro. Segundo o Aos Fatos, o senador aparece como "usuário master" de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado Willer Tomaz. Os dois negam as acusações.

O que acompanhar

  • A confirmação oficial, pela PF ou pelo governo americano, da chegada do senador aos Estados Unidos.
  • A resposta do STF ao descumprimento da ordem e aos pedidos de prisão.
  • Um eventual pedido de asilo e a reação do governo brasileiro, já que Flávio exerce mandato de senador.

O gabinete do senador foi procurado pela imprensa e não havia se manifestado até esta atualização, segundo o Aos Fatos.

Fontes: Agência Brasil, G1, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Aos Fatos, Metrópoles, UOL, Band, Gazeta do Povo, Correio Braziliense, Reuters e The New York Times.

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