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Voto feminino: Viva Maria destaca o legado de Almerinda Gama

Radioagência Nacional · Por Mara Régia - apresentadora do Viva Maria

(há 2 horas)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

No Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher no Brasil, Viva Maria destaca o legado de Almerinda Gama e alerta para ameaças ao voto feminino.

O direito das mulheres ao voto, conquistado após décadas de mobilização feminista, é o tema da edição do Viva Maria. O programa resgata a trajetória de Almerinda Gama, sufragista negra que teve papel importante na luta pela cidadania feminina no Brasil, e alerta para discursos e propostas que podem ameaçar a autonomia política das mulheres.

Mara Régia conversa com a jornalista e pesquisadora Cibele Tenório, autora do livro Almerinda Gama: a sufragista negra, publicado pela editora Todavia. Com 280 páginas, a obra resulta de uma pesquisa que começou em 2015, quando a autora encontrou uma fotografia histórica de uma mulher diante de uma urna eleitoral e decidiu investigar sua identidade.

Além de destacar a participação de Almerinda na campanha sufragista, a entrevista revela outras dimensões de sua trajetória. Jornalista, sindicalista, poeta, compositora e pianista, ela atuou na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, contribuindo para divulgar as reivindicações das mulheres na imprensa. Sua capacidade de comunicação e articulação fez dela uma importante representante pública do movimento feminista.

O programa também amplia o debate para os desafios contemporâneos da participação feminina na política. Embora as mulheres representem 52,84% do eleitorado brasileiro em 2026, sua presença nos espaços de poder ainda não corresponde a essa proporção.

Mara Régia chama a atenção para discursos e propostas que defendem o chamado voto por família, modelo que substituiria o voto individual por uma única manifestação eleitoral de cada núcleo familiar. A ideia, presente em debates de setores da direita no Brasil e nos Estados Unidos, pode comprometer a autonomia política das mulheres ao subordinar suas escolhas eleitorais às decisões familiares.

Para analisar os riscos desse tipo de iniciativa, o Viva Maria ouve a socióloga Jacqueline Pitanguy, coordenadora executiva da organização Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (CEPIA). A entrevistada ressalta que os direitos políticos são conquistas históricas, resultado de lutas e negociações, e não garantias definitivas. Ela também alerta para movimentos que questionam o sufrágio feminino e para a necessidade de reconhecer sinais de retrocesso no Brasil.

Confira o programa no player.
 

11:36

Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗