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Viva Maria reflete sobre o Dia das Crianças e os encantos da infância

Radioagência Nacional · Por Mara Régia - Apresentadora do Viva Maria

(há 2 horas)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

O Viva Maria de hoje aborda os desafios da infância no Brasil e a importância de resgatar o brincar e a conexão com a natureza. No programa, Mara Régia conversa com a psicóloga Lídia Rebouças sobre o Dia das Crianças, refletindo sobre direitos, infância, saúde mental e o resgate da essência infantil. Confira a transcrição abaixo: 

Salve, salve, minha gente que tem o privilégio de comemorar este dia feriado, 12 de outubro, a data duplamente especial! Para os católicos, dia de saírem em romaria e procissão, para comemorar não só a padroeira do Brasil, mas também Nossa Senhora de Nazaré no Pará.

E para as pessoas de 18 a 80 anos, que em essência se mantêm conectadas ao universo infantil, hoje é a chance da gente voltar a ser criança, pelo menos por hoje! Se bem que atualmente, frente aos rigores do tempo e da vida, nossa, não está nada fácil ser criança em nosso país, né?!

O mapa da violência contra nossas meninas e meninos não deixa dúvidas: ser criança no Brasil é muito arriscado. No pódio do desrespeito aos direitos mais elementares, nosso país ocupa sempre as primeiras posições. 

E quero mais lembrar que quem comete violência contra crianças e adolescentes somos nós, os adultos. E pior, não conseguimos sequer cobrar políticas públicas que façam valer os direitos da infância e juventude. Por tudo isso, aqui no Viva Maria, dia da criança é dia de reflexão!

E quem como sempre vai nos ajudar nessa tarefa é a psicóloga Lydia Rebouças da Unipaz. Seja mais do que bem-vinda, minha amiga: 

"Que nós possamos refletir mais profundamente sobre o cuidado com as crianças que nos cercam. Que possamos desenvolver políticas públicas para estar cuidando das nossas crianças e que possamos também cuidar da nossa saúde mental. Mas não vamos também ficar hipnotizados com notícias ruins, porque o dia das crianças que é o dia de Nossa Senhora Aparecida, independente de sermos ou não católicos, Nossa Senhora Aparecida é o símbolo do coração unido à cabeça. Ela foi encontrada no Rio com a cabeça separada do corpo. Então, Nossa Senhora Aparecida convoca todos nós, independente da nossa religião, a exercitarmos no dia a dia a vivência de um coração inteligente, a amar inteligentemente. E as crianças amam inteligentemente e espontaneamente. As crianças são muito sensoriais, muito espontâneas. Então que nesse dia das crianças nós possamos viver essa espontaneidade, que possamos brincar, que possamos brincar bastante. Meu netinho tá perguntando se eu tô falando do dia das crianças dele, dele e de todas as crianças do planeta, né?", reflete Lydia.

É verdade. E que a gente possa fazer por onde recuperar inclusive as brincadeiras infantis como a amarelinha, peteca, corda de pular, né?

"Muita coisa boa, brincar de esconde-esconde. E estar em contato com a natureza, o contato com a natureza é fundamental para o nosso equilíbrio físico, psíquico, espiritual. Então fazer piquenique, botar toalha no chão, estar embaixo de uma árvore contando história, resgatar essa simplicidade tão fundamental ao nosso equilíbrio.", explica Lydia.

Pois é, como as crianças quando tiram meleca, não é? Com aquela espontaneidade é uma maravilha, né, sem vergonha alguma.

"Quem não tem meleca, né? É, muito bom, né?", diz Lydia

Pois é, e que diante desse mundo tão informatizado, não é, com os tablets e smartphones da vida, a gente não se esqueça jamais da alegria que é descer do escorregador, fazer bolinha de sabão, tomar sorvete, brincar de adivinhação e ouvir histórias da vovó, não é?

"E ouvir histórias da vovó e também não esquecermos que cada um de nós, a vovó também tem dentro de si uma criança. Essa criança ela permanece durante toda a existência. Então, a gente cuidar da nossa própria criança, independente da nossa idade, que isso vai nos ajudar a cuidar das crianças bem pequenas com amor, com alegria e com espontaneidade, preservando esse mundo que é um mundo de todos nós.", fala Lydia

E importantíssimo também não esquecermos que a data nos convoca aos parques de diversão, a uma série de brincadeiras, gincanas, programação teatral, não é? Muita coisa acontecendo, mas tudo isso não pode se limitar a essa data, a esse dia único, 12 de outubro. Eu acho que dia da criança tem que ser prioridade, não é? Tem que ser todo dia.

"É, eu acho que a gente pode até lançar uma campanha: "Feliz dia da criança todo dia".", comenta Lydia

E pra gente terminar esse nosso bate-papo, já que eu convoquei as pessoas de 18 a 80 anos que em essência se mantêm conectadas com o universo infantil, eu gostaria de saber onde é que mora a sua criança, Lydia Rebouças?

"A minha criança é a minha centelha divina. Eu acredito que a de todos nós é a nossa centelha divina, ela mora no nosso ser e ela é uma luzinha que não se apaga. Basta você ter contato com as belezas da vida, com os pés de sapucaia, que as folhas estão totalmente cor-de-rosa, com a brincadeira de bola, de bolinha de sabão, qualquer coisa, essa centelha divina, ela brilha novamente, né? Então, que a gente possa viver esse brilho no cotidiano", conta Lydia.

Brilho no olho e cara bem lambuzada, não é? Daquele jeito que a gente fica quando lambe o fundo da panela de brigadeiro, lembra?

"E quando a gente fazia doce e a minha mãe colocava a rapa do tacho nas folhas de goiaba.", completa Lydia.

Uh, delícia! E pé de goiaba também é um outro capítulo da nossa infância, e eu só espero que os meus netos tenham a oportunidade de experimentar, ainda pequenos, esse prazer de subir em árvore para pegar uma manga, né? Ai, como é bom!  É, como você disse, o contato com a natureza é tudo, natureza viva. Natureza viva. Opa, muito obrigada! Um abraço grande a todos!

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗