Síndrome Respiratória Aguda está em nível de alerta em cinco estados
Radioagência Nacional · Por Carolina Pessôa - repórter da Rádio Nacional
(há 1 hora)
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Apesar da tendência de estabilização nas últimas semanas, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave apresenta incidência em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento no longo prazo, em cinco das vinte e sete unidades de federação: Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão. É o que aponta a nova edição do Boletim Infogripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (29).

Além disso, os casos também seguem em níveis de alerta, risco ou alto risco em Roraima e em Santa Catarina, mas sem o sinal de crescimento em longo prazo.
O boletim indicou ainda um leve aumento nos casos graves de Covid-19 em nível nacional, especialmente no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, destaca que esse crescimento não é preocupante, mas que a vacinação precisa ser mantida.
“É importante que a população verifique se está em dia com a vacinação contra o vírus. Lembrando que as pessoas dos grupos prioritários, os grupos de risco, precisam tomar dose de reforço da vacina contra a Covid-19, especialmente idosos e imunocomprometidos que precisam tomar a dose de reforço da vacina a cada 6 meses”.
A especialista acrescenta outras medidas necessárias em caso de sintomas de gripe ou resfriado.
“O ideal é ficar em casa em isolamento, mas se não for possível fazer esse isolamento a gente pede para a pessoa sair de casa usando uma boa máscara, para evitar transmitir esse vírus para outras pessoas. E também, de forma geral, a gente recomenda uma etiqueta respiratória, então lavar sempre as mãos, ao tossir ou espirrar, usar um lenço de papel ou o braço para cobrir a boca e o nariz. Evitar compartilhar alguns utensílios de uso pessoal”.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre as crianças também chamam a atenção, registrando crescimento nas cidades de Aracaju e Cuiabá. Em João Pessoa, o aumento ocorreu principalmente na faixa etária de 50 a 64 anos. Já em Belém, crianças de 2 a 4 anos e adultos de 50 a 64 foram os mais afetados.
O levantamento aponta também que nas quatro últimas semanas epidemiológicas a proporção de casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram pouco mais de 4% para influenza A; 5,4% para influenza B; 11,5% para vírus sincicial respiratório e 6,4% para Covid-19. Em 2026, já foram notificados quase 170 mil casos da síndrome.
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