Pular para o conteúdo

Sexta-feira, 6 de novembro de 2026Anuncie

Brasília 28°C Nublado · ↑30° ↓21°
Brasil360O Brasil por todos os ângulos
Brasil

Senado paraguaio nega prorrogação de processo de impeachment de Peña

Radioagência Nacional · Por Gabriel Corrêa - repórter da Rádio Nacional

(há 29 min)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

O Senado do Paraguai negou, nesta sexta-feira (6), o pedido do presidente Santiago Peña para prorrogar o julgamento político que pode determinar o seu impeachment.

Sob pressão de manifestantes e diante da enorme crise financeira, Peña perdeu o apoio de aliados e anunciou a renúncia nessa quinta-feira (5). O pedido ainda precisa ser analisado pelo Congresso.

Na manhã desta sexta, o Senado paraguaio decidiu manter o julgamento político, e convocou o presidente Santiago Peña a comparecer para se defender. Peña havia pedido a prorrogação do julgamento por 72 horas. O processo foi aberto pela Câmara no dia anterior.

Na quinta-feira, em sessão extraordinária, a Câmara aprovou abertura de processo contra Peña por unanimidade, com voto dos 78 deputados.

Ligação com Ueno Bank

Eles acusam Peña de manter participação patrimonial e ações ligadas ao grupo controlador do banco que está no centro da crise: Ueno Bank.

Ao assumir a presidência, Peña nomeou Carlos Carballo, ex-presidente da instituição, para presidir o Banco Central. A financeira foi convertida em banco em menos de três meses. 

Os deputados também denunciaram a concessão de empréstimos, ultrapassando limites legais, para empresas de fachada ou ligadas ao mesmo grupo.

Também foi apontado um salto de 17 vezes no patrimônio pessoal de Peña, entre 2017 e 2023, além da construção de uma mansão com prestações incompatíveis com o salário de presidente.

Todo esse processo começou com a grave crise financeira pela liquidação da instituição Ueno Bank, determinada nesta semana.

População atingida

O Paraguai tem uma população de pouco mais de 7 milhões de pessoas e a quebra do banco afetou 3 milhões, com perdas bilionárias, tanto em depósitos públicos quanto em aposentadorias da Previdência Social.

A crise abalou a credibilidade do sistema bancário e gerou uma corrida de saques e desvalorização da moeda nacional.

Nas redes sociais, diversos brasileiros que migraram para o Paraguai atraídos por vantagens tributárias reclamaram que tiveram o saldo das contas correntes congelado da noite para o dia. 
 

2:10

Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗

360° Outros ângulos desta notícia