Saiba como agir diante de uma crise convulsiva
Radioagência Nacional · Por Marcos Aleixo - Rádio Cultura FM de Belém
(há 1 hora)
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Conhecimento e calma são os principais aliados quando se trata de socorrer pessoas em convulsões, quando ficam desacordadas e se contorcendo. O médico pediatra e diretor técnico do Hospital Abelardo Santos, Marcel Ramalho, fala sobre a ação.

"Nas crianças pequenas, a causa mais comum é a febre alta, chamada de convulsão febril. Em qualquer outra idade, pode estar relacionada à epilepsia, infecções do sistema nervoso como meningites, encefalites, traumatismos cranianos agudos, alterações metabólicas, como queda da glicemia ou do sódio, ou abstinência do álcool e drogas, além de tumores e AVC, especialmente em adultos".
Convulsão é uma alteração súbita do funcionamento do cérebro, que pode causar movimentos involuntários, rigidez muscular e perda de consciência. A primeira medida ao se deparar com alguém em convulsão é manter a calma, inclusive no ambiente, e apoiar a pessoa acometida, que, ao perder o controle dos movimentos, pode ficar vulnerável ao risco de lesões e quedas, sobretudo do crânio, nos braços e no fêmur.
Durante a crise, jamais colocar nada na boca da vítima. Na ocorrência de atendimento pelo SAMU, é importante observar, no sentido de tratar das consequências do ataque convulsivo, cuidando dos ferimentos e contusões, caso ocorra, Marcel Ramalho informa outros sinais de alerta.
1:54"Esses sinais podem incluir tontura, sensação estranha no estômago, formigamento, alterações visuais, cheiro ou gostos incomuns, dor de cabeça súbita, confusão ou comportamento estranho. Nem todo mundo apresenta esses sinais, mas, quando ocorrem, podem indicar que uma crise está prestes a acontecer. Em geral, convulsões duram de 1 a 3 minutos e cessam sozinhas. A partir de 5 minutos, a situação passa a ser preocupante e considerada emergência médica".
