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Rio recebe novo lote com duas mil doses de vacina contra a mpox

Radioagência Nacional · Por Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional

(há 37 min)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

O Rio de Janeiro recebeu um novo lote com duas mil doses da vacina contra a mpox, enviado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (4) para abastecer os estoques do estado. Com a nova remessa, o total de doses destinadas ao estado em 2026 chega a 3,5 mil. A distribuição será feita pela Secretaria Estadual de Saúde, enquanto a aplicação ficará sob responsabilidade dos municípios fluminenses.

A vacinação é destinada, principalmente, a pessoas com HIV que apresentam baixa imunidade, grupo considerado mais vulnerável às formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. O cadastro e o agendamento devem ser realizados nos centros de referência onde esses pacientes já fazem acompanhamento.

Doses remanescentes também poderão ser aplicadas em pessoas com HIV e contagem de CD4 inferior a 200 células, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV, a PrEP, e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

Casos no país

Neste ano, o Brasil já registrou 665 casos de mpox, doença viral infecciosa também conhecida popularmente como varíola dos macacos. O número representa uma queda de 94% em relação a 2022, quando mais de dez mil casos foram confirmados. No estado do Rio de Janeiro, foram contabilizados 218 casos em 2026, redução de 84% na comparação com os cerca de 1,3 mil registros observados há quatro anos.

O infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião Rafael Galliez avalia que o cenário atual está sob controle.

"Os dados das secretarias estaduais, municipais e do ministério, neste momento, ainda não indicam epidemia ou um surto, mas, como tudo aquilo que envolve as doenças infecciosas e transmissíveis, levam a gente a aumentar a nossa atenção sobre isso".

O infectologista recomenda que as pessoas com sintomas, como lesões ou erupções na pele, busquem atendimento médico para diagnóstico.

"A procura ao serviço de saúde começa pela atenção primária, que é a nossa porta de entrada no cuidado, mas que, no caso de dificuldade de deglutição, dificuldade de evacuar, dor ao urinar, a gente deve procurar, aí sim, um serviço de emergência para avaliação".

Entre as medidas de prevenção, estão evitar contato direto com pessoas infectadas, não compartilhar objetos de uso pessoal, higienizar as mãos com frequência e cumprir o isolamento recomendado pelos serviços de saúde.

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗

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