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Protestos em favor da educação na Argentina terminam em confronto

Radioagência Nacional · Por Gabriel Correa – Repórter da Rádio Nacional

(há 1 hora)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

Na Argentina, centenas de manifestantes contrários às medidas de austeridade do presidente Javier Milei na educação protestaram no centro de Buenos Aires nessa quinta-feira (15). A manifestação terminou em confronto em frente ao Congresso Nacional.

A mobilização reuniu estudantes, professores e pesquisadores para exigir o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, aprovada pelo Parlamento, mas que travada pelo governo argentino, apesar de decisões judiciais contrárias.

De acordo com a agência Reuters, a manifestação acabou antes do planejado por causa de tumultos isolados com forças policiais, que resultaram em feridos. Reitores, pesquisadores, professores e técnicos ficaram envoltos pelo gás lacrimogêneo.

A Universidade de Buenos Aires repudiou a violência e enfatizou que o grupo envolvido nos tumultos não representava o caráter pacífico da marcha. A instituição classificou a resposta da polícia como "desproporcional" e que os responsáveis respondam individualmente pelos atos.

Com mais de 300 mil estudantes, a Universidade de Buenos Aires tem uma defasagem salarial de 30% no governo Milei. Reivindicações semelhantes também ocorreram nas cidades de Rosário e Córdoba.

A Justiça argentina já havia atendido a um mandado de segurança coletivo e determinado o cumprimento imediato da Lei de Financiamento Universitário. O juiz federal Martín Cormick declarou a inconstitucionalidade do decreto usado por Milei, como um veto sem previsão legal e desrespeitando a maioria qualificada do Congresso.

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗