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Polícia investiga procedimentos irregulares em clínica de Nova Iguaçu

Radioagência Nacional · Por Cristiane Ribeiro - repórter da Rádio Nacional

(há 2 horas)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

Policiais Civis da Delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, fazem, nesta quinta-feira (22), uma operação em uma clínica de estética onde, segundo denúncias, procedimentos invasivos eram realizados em um prédio comercial. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na clínica e na casa da proprietária, onde já foram apreendidos medicamentos, seringas e ampolas.

Nessa quarta-feira, agentes civis estiveram em uma outra clínica de estética, acusada de irregularidades em procedimentos cirúrgicos. Na clínica Celita Toledo, localizada no bairro de Laranjeiras, Zona Sul da capital, três pacientes morreram após passar por cirurgias. A investigação começou em junho pela Delegacia do Consumidor. Já foram abertos mais de 30 inquéritos contra a mesma clínica por denúncias de mulheres que também passaram por procedimentos estéticos e relataram ter sofrido necrose, perda de tecidos, cicatrizes e deformações físicas permanentes.

Na operação desta quarta, os policiais fecharam os centros cirúrgicos e recolheram medicamentos vencidos. Quinze cirurgias marcadas para ontem foram canceladas. De acordo com o titular da Delegacia do Consumidor, Weliton Vieira, os procedimentos cirúrgicos estavam sendo feitos por estudantes de pós-graduação em cirurgia plástica sem supervisão médica.

"Isso está sendo também investigado: são alunos de curso de pós-graduação de especialização em cirurgia plástica estarem atuando aqui indevidamente. Por exemplo, uma pessoa que morreu aqui, o anestesista era um médico residente. Isso é completamente proibido pelo Conselho Federal de Medicina, até porque ele estava atuando sem o preceptor, sem o médico supervisor. O aluno não pode atuar sem a supervisão desse professor. Isso é uma irregularidade gravíssima".

A Polícia Civil informou que a investigação começou no dia 5 de outubro na clínica de Nova Iguaçu, após a denúncia de uma paciente que foi submetida a uma intervenção realizada por uma profissional que ainda não tinha concluído o curso de medicina. Nos dois casos das clínicas de estética, a polícia apura possíveis crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal, exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo, falsidade documental e crimes contra as relações de consumo.

Até o fechamento desta reportagem, nós não conseguimos contato com as defesas das donas das clínicas.

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗

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