O movimento 'pink pill'
Núcleo Jornalismo · Por Sérgio Spagnuolo
(há 3 horas)
Publicado originalmente em Núcleo Jornalismo ↗ · Uso: CC BY-ND 4.0 (programa de republicação para veículos de jornalismo)


Confesso que, entre minha ausência deliberada de redes sociais e meu monofoco em tecnopolítica, passei completamente batido pela ascensão de conteúdos 'pink pill', uma nova abordagem contra o movimento misógino redpill, mas sem reproduzir as mesmas estratégias.
O perfil Seja Pink do Instagram foi criado por duas irmãs Cah e Hyla Fernandes. Tem uma comunidade no WhatsApp também (sim, full-Meta, fazer o que, no Brasil ainda não há alternativa).
Segundo a Folha de S.Paulo:
Cah e Hyla não usam a expressão "pink pill" como o equivalente feminino do movimento machista. "Pegamos o discurso que já existe e o levamos ao extremo, até não fazer mais sentido para eles mesmos", diz Hyla. O objetivo é fortalecer a autoestima feminina. "Tiramos a mulher do lugar em que ela é sempre a vítima e está sempre sofrendo e trazemos discursos potencializadores", diz a administradora.
Para isso, não querem reproduzir as estratégias red pill. "Se discutíssemos e rotulássemos os homens igual eles fazem com a gente, tiraríamos a mulher do foco", acrescenta Cah. A única coisa em comum com os redpills é o foco na mulher. "A gente não para de falar de mulher."
Acho muito massa a abordagem de ir contra uma coisa nociva sem precisar sem nocivo em troca – uma estratégia de redes sociais que os norte-americanos de chamam, muito obtusamente, de "combater fogo com fogo".
Na verdade, fogo especificamente se combate com água.
Via Folha de S.Paulo
Influenciadoras pink pill rebatem discurso misógino do movimento red pill
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