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Tecnologia

O melancólico fim do Foursquare

Núcleo Jornalismo · Por Alexandre Orrico

(há 2 horas)

Publicado originalmente em Núcleo Jornalismo ↗ · Uso: CC BY-ND 4.0 (programa de republicação para veículos de jornalismo)

Pensar no Foursquare, aquela plataforma social baseada em geolocalização, me trás um sentimento nostálgico. Esse app foi lançado no mesmo ano em que comecei a cobrir tecnologia para a Folha de S.Paulo, lá em 2009, e revolucionou nossa relação, ainda incipiente, com as redes sociais.

Escrevi bastante sobre o crescimento do serviço, ao mesmo tempo em que disputava a tapas digitais com meu colega Rafael Capanema quem fazia mais check-ins para virar prefeito virtual do La Farina, um restaurante de comida italiana que funcionou por mais de meio século no centro de São Paulo.

Alguns anos depois o Foursquare tentou pivotar de diversas formas depois de ver seu estilo de gameficação de descoberta de locais inspirar concorrentes como Google Maps e Snapchat.

Ele até conseguiu sobrevida por um tempo ao migrar de um aplicativo voltado ao consumidor para um negócio de dados e serviços corporativos, mas depois de 17 anos de existência, o serviço foi vendido no mês passado, numa operação que resultou em ZERO dólares para os acionistas, incluindo investidores e funcionários que possuíam participação na companhia.

Dennis Crowley, cofundador do Foursquare, falou sobre o fim amargo da empresa em um texto publicado no Substack nesta terça, 20.out.2026, no qual diz que seu maior erro foi ter se apaixonado pela própria empresa. Aqui um trecho:

Fiquei de coração partido com esse desfecho. Foram tantas pessoas que dedicaram tanto tempo, energia, paixão e amor à construção do Foursquare, da empresa, dos produtos, da marca e da cultura. Se você fez parte dessa história (ou esteve próximo dela), sabe exatamente do que estou falando. Aos cerca de 1.600 funcionários que passaram pela empresa ao longo de 17 anos, peço desculpas por a história do Foursquare ter terminado de uma forma que faz parecer que todos os nossos esforços coletivos não valeram... nada?

Fim melancólico para uma empresa que foi um símbolo de uma internet que não existe mais.

Via Teendrama.

Ler no site da fonte: Núcleo Jornalismo ↗