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Meta é forçada a admitir erro contra perfil de Lula

Núcleo Jornalismo · Por Sérgio Spagnuolo

(há 1 hora)

Publicado originalmente em Núcleo Jornalismo ↗ · Uso: CC BY-ND 4.0 (programa de republicação para veículos de jornalismo)

Imagem: Núcleo Jornalismo
Meta é forçada a admitir erro contra perfil de Lula

A Meta foi forçada a admitir que problemas técnicos prejudicaram a campanha digital de Lula à presidência por 24 horas em 9.out.2026, colocando o presidente em desvantagem em relação a Flávio Bolsonaro.

A empresa apenas reconheceu o erro após reportagem desta sexta-feira de Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo, uma semana depois do ocorrido.

A repórter conseguiu informações de conversas internas da empresa, que mostravam a preocupação de funcionários brasileiros em resolver o problema e como iriam se explicar para membros da campanha de Lula, segundo os quais "cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios por causa da restrição".

Segundo a reportagem:

O problema com o impulsionamento foi reportado à Meta e registrado nas mensagens internas. A versão oficial é que havia um "problema técnico" no gerenciador de anúncios.

Engenheiros nos Estados Unidos foram contatados, mas passaram-se horas até uma resolução. Os próprios funcionários reclamaram da demora, dizendo que os engenheiros estavam tranquilos e talvez não tivessem entendido a urgência do assunto, ainda que se tratasse da conta de anúncios do presidente da República no meio da campanha eleitoral. Disseram, segundo as mensagens, ter alertado para a importância do caso e pedido que fosse classificado como SEV2, quando um problema é grave e demanda resolução com urgência.

A empresa, por sua vez, atribuiu o problema a "incidentes técnicos", rejeitando qualquer insinuação de que tenha havido favorecimento político, dizendo que "impactou anunciantes em todo o mundo":

A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político. Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos.

Embora tenha dito se tratar de um problema técnico global, a Meta tentou, inclusive, culpar a regulação brasileira:

Há muito tempo, a Meta alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão. Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros.  

Via Folha de S.Paulo (link cortesia) e Blog da Meta

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Ler no site da fonte: Núcleo Jornalismo ↗