Pular para o conteúdo

Sexta-feira, 6 de novembro de 2026Anuncie

Brasília 24°C Parcialmente nublado · ↑28° ↓21°
Brasil360O Brasil por todos os ângulos
Justiça

Médica é denunciada à Justiça após morte de paciente em lipoescultura

Agência Brasil · Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

(há 1 hora)

Publicado originalmente em Agência Brasil ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Agência Brasil
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça a médica Geysa Leal Correa pela morte da paciente Aline Heloisa Lima Santos de Oliveira, durante um procedimento estético. A morte ocorreu após uma lipoescultura feita pela médica, em 13 de novembro de 2023, no Centro Médico Icaraí, no centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

A denúncia foi recebida pelo juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, que determinou a suspensão imediata do exercício da medicina pela profissional.

Notícias relacionadas:

Na denúncia, o MPRJ relata que Geysa Leal Correa perfurou o intestino da vítima em três pontos distintos durante o procedimento. De acordo com as investigações, a paciente apresentou queixas imediatas de dores intensas e falta de ar, mas teve os sintomas minimizados pela médica. Somente no dia seguinte, após o agravamento crítico do quadro, a vítima foi transferida para o Hospital do Coração Samcordis. Aline Heloisa morreu nove dias depois, no dia 22 de novembro, em razão de infecção generalizada.

De acordo com a denúncia, a médica não tem título de especialista em cirurgia plástica e o local onde foi realizado o procedimento não dispunha dos recursos necessários para o pronto atendimento de intercorrências graves. O MPRJ destacou ainda “que a médica denunciada já tinha um histórico marcado por sucessão de tragédias envolvendo suas pacientes - inclusive já tendo sido denunciada por homicídio pelo MPRJ - evidenciando o descaso com a vida humana”.

Segundo a Promotoria, há pelo menos três casos de óbitos após procedimentos de lipoaspiração e lipoescultura, além de ocorrências que resultaram em deformidades permanentes nas pacientes.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) informou que a profissional está regular na instituição. “Até o momento, não foi recebida nenhuma notificação judicial a respeito do caso. O Cremerj reitera que, ao receber, cumprirá qualquer ordem judicial”.

Ler no site da fonte: Agência Brasil ↗

360° Outros ângulos desta notícia