Inca lança livro sobre câncer de mama e disparidades raciais
Radioagência Nacional · Por Carolina Pessôa – Repórter da Rádio Nacional
(há 1 hora)
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O câncer de mama lidera em incidência e mortalidade entre as mulheres no Brasil. Pensando neste elevado número de casos e nas diferenças de registros entre mulheres negras e brancas, o Inca, Instituto Nacional de Câncer, lançou nesta terça-feira (27) o livro Disparidades raciais e câncer de mama: um olhar para a saúde das mulheres negras.

A publicação aborda a saúde da população negra, o câncer e a importância do debate étnico-racial, carga genética, metodologias e revisão de estudos sobre a incidência da doença. O objetivo é mostrar disparidades raciais, tendo como pano de fundo o câncer de mama.
A chefe da Divisão de Detecção Precoce do Inca e uma das autoras do livro, Renata Maciel, detalha a proposta do trabalho:
"A gente sabe que é uma população que, cultural e historicamente, tem menos acesso aos serviços de saúde. Então, a proposta é que a gente possa lançar esse material. Lançando esse material, a gente tem essa mobilização de gestores, profissionais de saúde e de toda a população em prol de um olhar culturalmente sensível ao cuidado dessa população."
Roberto Gil, diretor-geral do instituto, fala sobre a contribuição do projeto:
"Quando você reúne isso numa publicação, você oferece a todos os gestores e àqueles que estudam saúde pública a possibilidade de buscar caminhos de solução para a construção de políticas públicas baseadas em equidade, em determinantes biológicos e em determinantes sociais. Ela é fundamental, e para isso a gente precisa de dados. E a gente conseguiu fazer isso numa publicação que eu acho que vai ser de extrema utilidade a gestores e estudantes de saúde pública no Brasil."
A esteticista Joice Silva do Nascimento teve câncer aos 23 anos e se tratou no Inca. Agora, totalmente curada, ela incentiva outras mulheres a superarem o medo e buscarem o tratamento.
"O câncer tem cura, sim. Não é uma negativa para você desistir de tudo da sua vida. Todo o meu tratamento foi no SUS, foi pelo Inca, e foi tudo muito rápido. Em menos de um ano eu fiz quimioterapia, fiz a mastectomia total. Então, não desistam, mulheres, não desistam, porque não é um diagnóstico de morte, mas sim de um início de você lutar pela sua vida.
Outubro Rosa
O lançamento da publicação faz parte das celebrações do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. A estimativa do Inca é de quase 80 mil novos casos da doença no Brasil até 2028.
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