Impulsionamento eleitoral em plataformas digitais superou R$378 mi no 1º turno de 2026
Núcleo Jornalismo · Por Sérgio Spagnuolo
(há 1 hora)
Publicado originalmente em Núcleo Jornalismo ↗ · Uso: CC BY-ND 4.0 (programa de republicação para veículos de jornalismo)


O palanque digital das eleições de 2026 somou pelo menos R$378 milhões em posts impulsionados por candidatos em plataformas digitais, representando R$1 a cada R$10 gastos pelas campanhas até agora.
O número final provavelmente será maior, visto que as informações de gastos eleitorais são autodeclaradas pelas campanhas e podem demorar para ser registradas no sistema do TSE. A data mais recente de declaração foi 3.out.2026, e os dados foram apurados pelo Núcleo nesta terça-feira (6.out).
O Observatório de Impulsionamento Eleitoral é um projeto do Núcleo sob o Laboratório de Investigação Eleitoral, que agrega e analisa dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro foi quem mais declarou até agora, seguido do governador reeleito de São Paulo Tarcísio de Freitas.
Apenas como referência, em toda eleição de 2022 o total impulsionado foi de R$453 milhões, em valores reajustados pelo IPCA. Leve em conta que os dados brutos de 2026 e 2022 só serão comparáveis após todas as campanhas terem reportado seus gastos.
De toda forma, um aspecto desse dado pode sim ser comparado: a proporção em relação aos gastos totais das campanhas. Em 2022, os gastos declarados com impulsionamento de conteúdo online eram 7% de todos os gastos dos candidatos. Quatro anos depois, em 2026, esse número subiu para 10%.
A principal rede utilizada para isso é, disparada, a Meta.

Metodologia
Utilizamos como filtro principal a coluna DS_ORIGEM_DESPESA e a rubrica de gastos Despesa com Impulsionamento de Conteúdos, e também utilizamos o código sequencial de despesa SQ_DESPESA para remover duplicatas.
O Núcleo apenas faz filtros e agregações para facilitar a visualização, sem acrescentar nem remover informações. Os dados são atualizados constantemente.
As plataformas digitais monitoradas são Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Alphabet (Google e YouTube), ByteDance (TikTok) e Joyo Tecnologia/Kuaishou (Kwai).
Os filtros por redes sociais consideram somente despesas que mencionam as redes sociais na descrição, e, às vezes, uma mesma descrição cita mais de uma rede social.
Além disso, os nomes das redes sociais muitas vezes aparecem com grafias diferentes ou apenas com o nome da empresa, e não da plataforma (ex.: Meta).
Texto Sérgio SpagnuoloArte Rodolfo Almeida
Edição Alexandre Orrico