IA: o futuro do trabalho
TV Brasil · Por suzana.alves
(ontem)
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TV Brasil mostra o impacto das ferramentas de Inteligência Artificial no ambiente de trabalho
O mundo discute a influência da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho. “Ela vai substituir todos nós? É no mês que vem, no ano que vem, daqui a cinco anos?”, provoca o comunicador e educador Marcelo Tas.
O comunicador Marcelo Tas avalia o impacto de ferramentas de IA no mercado de trabalho brasileiro - Divulgação/TV Brasil
Existem previsões de todo tipo: das apocalípticas às que minimizam seus efeitos. E há também algumas certezas, entre elas a de que os jovens estão sendo mais afetados pelos modelos de IA. “As empresas têm deixado de contratar jovens ou pessoas com menor experiência na expectativa de que os trabalhadores mais experientes ganhem produtividade”, aponta o especialista em Políticas de Emprego e Mercado de Trabalho da OIT, Aguinaldo Maciente.
Estruturas que armazenam e processam muitos dados têm se espalhado pelo mundo - Divulgação/TV Brasil
Diretor de criação de marketing digital, Gabriel Cunha reforça essa tese. “Eu sinto que o profissional sênior sabe o resultado que quer. E quando isso acontece, você chega muito rápido com a IA. Já para o profissional júnior, a gente coloca a tarefa mais repetitiva, para que ele se acostume e se desenvolva. É a trajetória normal do profissional. O problema é que a IA faz muito rápido e muito barato essa tarefa braçal”, explica.
Essa é uma das constatações a que a equipe do Caminhos da Reportagem chegou após traçar um panorama sobre o assunto. As outras respostas estão no programa “IA: o futuro do trabalho”. O episódio vai ao ar na próxima segunda (12/10), às 23h30, na TV Brasil.
Para quem busca se recolocar no mercado de trabalho, as ferramentas de IA também são uma realidade. A psicóloga Raquel Ribeiro conta que teve que reformular o currículo, de olho nas novas tecnologias, para ter acesso a mais vagas de emprego. “Todas as grandes empresas de recrutamento usam IA. Eu comprei um curso para aprender a ter uma postura digital diante das plataformas e conseguir uma recolocação mais rápida”, revela a psicóloga.
A psicóloga Raquel Ribeiro conta como é a seleção de novas vagas por meio de IA - Divulgação/TV Brasil
Em São Paulo, o Senai capacita 220 mil pessoas em IA. Thainara Porcidonio é uma das alunas. Empolgada, ela diz que aplica na empresa onde trabalha o que aprende no curso. “Eu tenho ‘n’ ferramentas. Para esse cliente, eu posso usar esta. Para esse outro, eu posso aplicar a IA dessa forma”, resume.
Thainara estuda modelos de IA no Senai em São Paulo - Divulgação/TV Brasil
Mas é bom ressaltar que nem todo mundo entende que os modelos de IA são intocáveis. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis adianta dois problemas: “O grande debate nos Estados Unidos, onde eu resido há quase 40 anos, é que até este instante as promessas da IA não surtiram efeito econômico, seja no PIB do país, seja no lucro das empresas. O segundo grande problema é que as empresas que implementaram à força ferramentas de IA e despediram pessoas tiveram que recontratar essas pessoas, porque a IA não deu conta de fazer o que elas faziam”, afirma Nicolelis.
O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis critica as ferramentas de IA - Divulgação/TV Brasil
Para reforçar: o programa “IA: o futuro do trabalho” vai ao ar na próxima segunda (12/10), às 23h30, na TV Brasil e no canal da TV Brasil no YouTube.
Ficha técnica
Reportagem: Flavia Peixoto
Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco e Sigmar Gonçalves
Auxílio técnico: Alexandre Souza
Produção: Cintia Vargas
Edição de texto: Paulo Leite
Edição de imagem e finalização: Márcio Stuckert
Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia