Pular para o conteúdo

Quarta-feira, 21 de outubro de 2026Anuncie

Brasília 24°C Céu limpo · ↑32° ↓21°
Brasil360O Brasil por todos os ângulos
Cultura

Futuro do Brasil: Lula e Flávio divergem sobre os rumos da economia

TV Brasil · Por pollyane.marques

(há 4 horas)

Publicado originalmente em TV Brasil ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Notícias

Repórter Brasil 20/10/2026 - 19:00

Hoje, a taxa de desemprego no Brasil está em 5,1%, a menor da série histórica. A inflação está 7 pontos percentuais mais baixa que em 2021, com destaque para a queda nos alimentos. Por outro lado, o endividamento das famílias atingiu patamares mais altos que no governo anterior. Para o economista Victor Leonardo Figueiredo, os desafios do próximo governo incluem manter as taxas de desemprego baixas e fazer uma revisão do arcabouço fiscal.

“A gente precisa que, a partir de 2027, a economia retome o fôlego para que os empregos continuem sendo gerados e agora a gente consiga melhorar a qualidade dos empregos. a Faria Lima vai ter que ter mais paciência no seu pleito por redução da relação dívida-PIB. Reduzir drasticamente a dívida-PIB da forma como eles pretendem, com um drástico ajuste fiscal, poderia converter essa desaceleração numa recessão. Se a gente for levar a rigidez do arcabouço fiscal tal como ele foi projetado, aí fica difícil cumprir toda essa agenda. Fica difícil cumprir toda a agenda social, fica difícil manter a política de reajuste real do salário mínimo, fica difícil retomar o investimento público, fica difícil recompor outras políticas sociais que não foram inteiramente recompostas ao longo desses quatro últimos anos”, explica o doutor em Economia, Universidade Federal Fluminense.

O candidato Lula, em seu plano de governo, defende, para a área da economia, fazer o resultado fiscal vir do crescimento econômico. A lógica é que, com mais dinheiro em caixa, o peso das despesas mantidas sob controle diminua na conta final. O desafio, nesse caso, é garantir que o nível de despesas seja sustentável no longo prazo.

Também defende: manter o novo arcabouço fiscal; buscar uma redução sustentada dos juros, com inflação controlada e responsabilidade fiscal; controlar o crescimento das despesas primárias, promover justiça tributária e combater privilégios; prosseguir com a política de valorização do salário mínimo; fortalecer a política industrial; reduzir o endividamento das famílias e das empresas; aprimorar as regras de concessão de crédito e de proteção ao consumidor; e ampliar o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas.

Já o candidato Flávio Bolsonaro defende, entre outras propostas, reformular as regras fiscais, com foco na estabilização e na redução da dívida pública; reduzir a relação entre a dívida e o PIB. A proposta parte da redução das despesas, com o objetivo de diminuir a pressão da dívida sobre a economia. O desafio, nesse caso, é equilibrar o controle dos gastos públicos com a manutenção do crescimento econômico e dos investimentos em políticas públicas.

Flávio Bolsonaro também pretende: associar a redução da dívida à redução dos juros; buscar uma inflação no centro da meta; reduzir impostos; reduzir gradualmente o custo do trabalho; usar a Caixa Econômica Federal como instrumento de crédito para famílias e empreendedores; oferecer melhores condições de crédito, inclusive com juros menores para quem construir um histórico financeiro positivo; e reformar a administração pública, incluindo a ampliação de privatizações e desestatizações.

O ajuste fiscal proposto por Flávio Bolsonaro preocupa especialistas. O projeto incluiria, por exemplo, deixar de reajustar as aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), junto com o salário mínimo, que é a regra estabelecida hoje. Também há preocupação com uma potencial eliminação da destinação obrigatória, garantida na Constituição, das verbas para saúde e para educação.

“O setor privado expande as suas possibilidades de fazer negócios quando ele pressiona o governo para que o governo não gaste ou reduza seus gastos. Porque, fatalmente, quando o governo reduz os seus gastos, ele terá que reduzir os gastos na oferta de serviços públicos para a população. Então, a agenda do ajuste fiscal interessa especialmente a quem representa esse setor privado, empresarial brasileiro, que vê a possibilidade de ampliar os seus negócios a cada vez que o setor público se retrai”, afirma  Victor Leonardo Figueiredo. 

20/10/2026 - 21:05

   

Tags:  futuro do brasil plano de governo economia Lula Flávio Bolsonaro

Ler no site da fonte: TV Brasil ↗