Duas brasileiras estão entre as 100 heroínas da FAO
Radioagência Nacional · Por Daniella Longuinho – Repórter da Rádio Nacional
(há 2 horas)
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A FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, reconheceu, nessa quinta-feira (15), o trabalho de duas brasileiras entre 100 mulheres que transformam os sistemas agroalimentares e promovem o desenvolvimento rural.

As pescadoras Joana Mousinho e Luena Pataxó foram selecionadas para integrar a lista, em um processo que recebeu mais de 600 indicações de mais de 130 países.
Lideranças
Liderança histórica, Joana Mousinho, de 70 anos, é uma das pioneiras da pesca artesanal no Brasil. Atua há mais de seis décadas no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE) e foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores no Brasil.
Luena Pataxó tem 44 anos e preside a Associação dos Pescadores Indígenas Pataxó, no distrito de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, no sul da Bahia. A liderança é reconhecida pelo empreendedorismo indígena e o fortalecimento comunitário.
Em Roma, Luena Pataxó recebe, do diretor-geral da FAO, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
Joana e Luena, indicadas pelo Ministério das Mulheres ao prêmio da FAO, foram homenageadas em cerimônia em Roma, no contexto do Fórum Mundial da Alimentação e do Ano Internacional da Mulher na Agricultura 2026.
Em uma postagem, Luena Pataxó escreveu que estar entre as 100 Mulheres Heroínas da FAO é uma honra imensa, "fruto de uma luta coletiva, da história de um povo indígena e da voz de tantas mulheres que, todos os dias, sustentam suas famílias e suas comunidades, muitas vezes sem o reconhecimento que merecem".
A história de Joana Mousinho foi contada no documentário "Pescadora de Direitos", de 2025. No trailer do curta-metragem, Joana destaca o papel da pesca artesanal na conservação do meio ambiente.
"Nós vivemos da pesca. A gente quer água limpa, quer um meio ambiente limpo. Nós preservamos o meio ambiente porque vivemos dele. É por isso que eu me orgulho de ser pescadora artesanal. Eu digo em todo o conto: 'eu sou doutora da pesca, eu sou doutora do meio ambiente'. E a minha turma também!"
A FAO destaca que as mulheres representam 41% da força de trabalho global nos sistemas agroalimentares, com papéis fundamentais em toda a cadeia, da produção e do processamento à distribuição e ao comércio.
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