Dia de Combate à Sífilis: saiba como prevenir e identificar sintomas
Radioagência Nacional · Por Priscila Thereso - repórter da Rádio Nacional
(há 1 hora)
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Neste sábado (16) é o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A doença é causada por uma bactéria, transmitida principalmente por contato sexual e também da gestante para o bebê.

A sífilis pode ser prevenida e tem tratamento disponível e eficaz.
A doença pode apresentar diferentes manifestações e estágios. Entre os sintomas estão feridas no local de entrada da bactéria, manchas pelo corpo, dor de cabeça e ínguas. Em fases mais avançadas, pode provocar problemas cardiovasculares e neurológicos.
Na região anal, as lesões causadas pela sífilis podem passar despercebidas ou ser confundidas com problemas comuns, especialmente quando não há dor, como explica o coloproctologista Danilo Munhóz.
"Existe uma diferença importante. A sífilis pode provocar uma ferida que geralmente não dói. Já as hemorroidas costumam se manifestar com sangramento, inchaço, desconforto ou um caroço na região anal. Mas muita atenção, essas características não são suficientes para diferenciar as doenças com segurança. Por isso, qualquer ferida diferente na região anal precisa ser examinada. Nem tudo que aparece no ânus é hemorroida. E tratar uma sífilis como se fosse hemorroida pode atrasar o diagnóstico".
Ele recomenda sempre buscar orientação médica.
"Se você percebeu alguma ferida diferente na região genital, anal ou na boca, principalmente depois de uma relação sexual com possibilidade de exposição, procure atendimento. O mesmo vale para manchas pelo corpo, que não têm explicação, ou quando uma parceria sexual recebeu o diagnóstico de sífilis. Mas existe uma informação fundamental: você não precisa apresentar nenhum sintoma para realizar o exame. Se houve uma situação de risco, já existe um motivo para buscar orientação, até porque os testes podem precisar ser repetidos dependendo do tempo desde a exposição. Alterações na visão, audição ou sintomas neurológicos exigem avaliação urgente".
Transmissão da mãe para o bebê
Durante a gestação, a sífilis também pode atingir o bebê. A ferida provocada pela doença costuma surgir cerca de três semanas depois do contato, mas esse intervalo pode variar de dez a 90 dias.
O SUS oferece testes rápidos e gratuitos, com resultado em até 30 minutos.
Ainda não existe vacina contra a sífilis. A principal forma de prevenção é o uso correto de preservativos nas relações sexuais, além da realização regular de exames e da procura por atendimento diante de sinais suspeitos.
Segundo o último Boletim Epidemiológico de Sífilis do Ministério da Saúde, em 2024 o Brasil registrou 256.830 casos de sífilis e quase 90 mil casos em gestantes.