Detran do Rio lança Carteira de Identificação da Mãe Atípica
Radioagência Nacional · Por Carolina Pessôa – Repórter da Rádio Nacional
(há 1 hora)
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O Detran Rio de Janeiro lançou, nesta quarta-feira (4), a Carteira de Identificação da Mãe Atípica, documento que pode ser utilizado por mães, pais e responsáveis por pessoas com deficiência. O objetivo é facilitar a identificação desses cuidadores, contribuindo para o exercício do direito ao atendimento prioritário, inclusive quando não estiverem acompanhados de seus filhos.

A policial militar Katiane Marinho Ferreira é mãe de Maria Luíza, de 12 anos, autista de nível de suporte 2. Ela destaca como espera que a nova carteira possa ajudá-la:
“Quando uma mãe atípica está longe da criança, ela está tentando voltar para perto da criança, porque, se a criança se desregular, só a mãe consegue fazer ela retornar. Quando a gente está longe, tudo nosso é muito cronometrado. Já aconteceu comigo várias vezes de eu estar numa fila, de eu estar esperando para ser chamada no laboratório para fazer exame de sangue, de eu já ter começado o trâmite e eu ter que largar tudo ali, porque ainda não era minha vez, e sair correndo para poder pegar ela na escola. E essa carteira vai diminuir um pouco dessa pressão psicológica que fica na gente”.
Carteira é gratuita
A solicitação do documento é gratuita e deve ser feita pelo Detran-RJ Digital, disponível no site do departamento ou no aplicativo. A carteira é emitida nos formatos físico e digital e fica pronta em até cinco dias úteis.
O diretor de Comunicação Civil do Detran-RJ, William Fontoura, fala sobre a origem da iniciativa e a referência para outros estados:
"É uma iniciativa pioneira, alguns estados também já estão pesquisando, tentando entender como é que está funcionando, o que que está sendo feito. Foi uma iniciativa de lei da Alerj, de uma comissão, da Comissão da Mãe Atípica, tem dois ou três anos já que elas estão trabalhando nesse projeto até a gente chegar nesse ponto final hoje."
A Carteira de Identificação da Mãe Atípica foi desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas. Para ser solicitada, é necessário que o pedido seja feito por pessoa com carteira de identidade emitida há menos de dez anos, com CPF informado, além de comprovação do vínculo e que o filho dependente possua carteira de identidade e cartão PCD, ambos emitidos também pelo Detran-RJ.
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