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Danos à saúde têm aumentado rapidamente com as mudanças climáticas

TV Brasil · Por pollyane.marques

(há 1 hora)

Publicado originalmente em TV Brasil ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Notícias

Repórter Brasil 30/10/2026 - 19:00

As mudanças climáticas são uma ameaça cada vez maior para a saúde no mundo inteiro. Um relatório publicado em revista científica alerta que os danos à saúde estão aumentando mais rapidamente do que as medidas para enfrentá-los. O estudo foi divulgado às vésperas da COP31, a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa no dia nove de novembro, na Turquia.

Na Ásia, um ciclone deixa um rastro de destruição. Na América do Sul, a temporada de neve se estende além do esperado. Na Europa, chuvas intensas causaram enchentes. Em outras áreas, incêndios florestais ameaçam a população. E há um novo alerta: o El Niño pode agravar eventos climáticos extremos em várias regiões do planeta.

“Estamos reduzindo a ajuda por falta de recursos. E, se há menos alimentos sendo produzidos e menos comida chegando por meio da assistência humanitária, essa combinação pode ser desastrosa.”, afirmou Tom Fletcher, coordenador de ajuda humanitária da ONU.

No Sudão, a seca agrava a crise alimentar em um país devastado pela guerra civil. Segundo o Programa Mundial de Alimentos, mais 1,2 milhão de pessoas podem enfrentar fome severa até agosto de 2027.

“É como uma bola de demolição. Vai atingir a América Latina, partes da África, a Ásia e o Pacífico com calor extremo, secas e inundações. Cinquenta milhões de pessoas podem enfrentar um agravamento da fome”, crava Carl Skau, diretor executivo do World Food Programme. 

Enquanto isso, a concentração dos principais gases de efeito estufa atingiu níveis recordes em 2025, segundo a Organização Meteorológica Mundial. O gás carbônico na atmosfera já supera em cerca de 53% os níveis pré-industriais. O relatório Lancet Countdown de 2026 aponta que o calor esteve associado a cerca de 710 mil mortes no mundo, em 2023. A média anual de mortes relacionadas às altas temperaturas aumentou quase 36% entre os períodos analisados.

Em Belém, no Pará, seu Domingo Santos enfrenta noites tão quentes que mal consegue dormir. “Eu estou pretendendo ir embora para o interior. Eu tenho um terreno no interior, que ainda tem um pouco de árvore e tem um igarapé. No final do ano estou indo embora”, já planeja o aposentado. 

Crianças e idosos estão entre os mais vulneráveis ao calor. Com a idade, o corpo perde parte da capacidade de regular a temperatura, aumentando o risco de desidratação e outras complicações.

“Como a pessoa idosa, ela sua menos, então ela… Primeiro que, ao suar menos, ele já resfria menos o corpo em função disso. Segundo que, ao suar menos, ele demora mais para perceber o calor chegando, né”, explica o gerontólogo Ney Messias Jr. 

Em uma reunião preparatória para a COP31, em Fiji, países do Pacífico cobraram mais recursos para enfrentar as mudanças climáticas. Também defenderam a meta de limitar o aquecimento global a um grau e meio. Para os autores do relatório Lancet Countdown, combater o aquecimento global também é salvar vidas.

30/10/2026 - 21:20

   

Tags:  mudanças climáticas saúde global Conferência do Clima

Ler no site da fonte: TV Brasil ↗