Conheça os exames e tratamentos disponíveis para o câncer de mama
Radioagência Nacional · Por Sarah Quines* – Repórter da Rádio Nacional
(há 1 hora)
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No mês de conscientização sobre o câncer de mama, a cobertura da mamografia digital passou a ser obrigatória pelos planos de saúde sem restrição de idade, desde que haja indicação médica. O Ministério da Saúde também anunciou um novo medicamento que passa a ser disponibilizado pelo SUS. 

A mamografia é um dos principais exames para detectar o câncer de mama de forma precoce. Uma decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ampliou a cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Desde 1º de outubro, a versão digital do exame foi estendida para todas as pessoas, sem restrição de idade. Antes, estava disponível apenas para mulheres entre 40 e 69 anos. A medida inclui o acesso ao exame também para pessoas não-binárias.
A modalidade digital da mamografia é uma versão mais avançada do exame que oferece menor exposição à radiação e menor tempo de compressão da mama.
Além da garantia de cobertura pelos planos de saúde, a mamografia também é oferecida pelo SUS. No ano passado, foram realizados mais de quatro milhões de exames, segundo o Ministério da Saúde. A faixa etária indicada para o rastreamento da doença na saúde pública foi ampliada para 50 a 74 anos. Mulheres a partir dos 40 anos com indicação médica também podem realizar o exame pelo SUS.
Guacyra Pires, diretora do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, fala sobre as novidades no tratamento do câncer de mama.
“Esta semana, passam a ser ofertados nove novos medicamentos para três indicações oncológicas diferentes, incluindo o Abemaciclibe, tratamento para o câncer de mama, que pode custar cerca de mais de R$ 300 mil na rede privada. Ainda para o tratamento do câncer de mama, o SUS disponibiliza também gratuitamente o Trastuzumabe Emtansina, medicamento que pode reduzir de forma significativa a mortalidade pelo câncer de mama HER2 positivo”.
O Inca, Instituto Nacional de Câncer, estima cerca de 73 mil (73.610) novos casos de câncer de mama por ano no país. Renata Maciel, chefe da Divisão de Detecção Precoce do Inca, ressalta que, qualquer mulher que observar alteração, nódulo ou sintoma nas mamas deve fazer a mamografia diagnóstica no SUS.
“Fiquem atenta a qualquer alteração, qualquer coisa que apareceu, alguma anormalidade e que não estava ali antes. Pode ser um caroço que persiste por mais de um ciclo menstrual, ou saída de líquido no mamilo, o aspecto da pele tá diferente. Então são alterações que elas já indicam uma necessidade de procurar rapidamente o atendimento, a unidade de saúde e fazer uma investigação necessária”.
O tratamento completo do câncer de mama é oferecido pelo SUS, e inclui cirurgia, reconstrução mamária, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo. Após o diagnóstico, o prazo é de até 60 dias para o início do tratamento.
*Com produção de Marcella Nogueira.
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