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Comitê da Meta aponta falhas na proteção de eleições e cita Brasil

Radioagência Nacional · Por Pedro Lacerda – Repórter da Rádio Nacional

(há 1 hora)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

O Comitê de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), falhas recorrentes da empresa na proteção de eleições em diferentes países e cobrou mais transparência. Em declaração dos copresidentes, o órgão citou casos recentes no Brasil e nos Estados Unidos.

A Meta é a dona das redes sociais Facebook e Instagram, além do aplicativo de mensagens e Whatsapp.

O comitê da empresa atua com independência. A Meta paga o funcionamento desse órgão por meio de um fundo separado, do qual não pode retirar o dinheiro, e suas decisões sobre contas e publicações específicas são obrigatórias para a empresa. Já as sugestões de mudança nas regras da plataforma não são obrigatórias, mas a Meta precisa responder publicamente a cada uma delas, em até 60 dias.

Brasil

No Brasil, a crítica recaiu sobre as contas de anúncios do presidente Lula, candidato à reeleição. Segundo o órgão, as políticas de fraude foram aplicadas de forma excessiva, e o caso deveria ter ido a revisores especializados. A conta usada pela campanha do candidato para impulsionar publicações foi desativada em 23 de setembro, e a equipe do presidente acusou interferência eleitoral. A Meta nega e diz que foi um erro, com o perfil fora do ar por pouco mais de uma hora.

Nos Estados Unidos, a conta do movimento No Kings no Instagram foi removida durante protestos, às vésperas das eleições de meio de mandato. Para os copresidentes, os sistemas de prevenção deveriam ter detectado o erro. Eles também questionaram por que o perfil ficou fora da verificação cruzada, programa que garante análise humana a entidades cívicas importantes.

O Comitê de Supervisão cobrou ainda indicadores públicos que mostrem se a proteção eleitoral funciona e ferramentas automáticas que levem em conta idioma e contexto político.

Em 2025, a Meta prometeu permitir mais debate político e cometer menos falhas. Segundo o comitê, a promessa ainda não foi cumprida.

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗

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