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AVC: neurologista explica como identificar os primeiros sinais

Radioagência Nacional · Por Rafael Lopes - Rádio Educadora FM de Salvador

(há 1 hora)

Publicado originalmente em Radioagência Nacional ↗ · Uso: Reprodução autorizada mediante indicação da fonte (Termos de Uso da EBC, item 1.e)

Imagem: Radioagência Nacional

O AVC acontece quando um vaso sanguíneo do cérebro é obstruído ou se rompe, bloqueando a circulação ou provocando sangramento. Em 2025, a doença causou 89.490 mortes no Brasil, uma média de 245 por dia. Na Bahia, foram cerca de 2,7 mil óbitos no ano passado. O neurologista Jamary Oliveira Filho, coordenador da UTI neurológica do Hospital Mater Dei Salvador, fala como identificar os primeiros sinais.

"A maioria dos AVCs hemorrágicos são causados diretamente pelo efeito da hipertensão arterial. A pressão excessivamente alta vai provocando uma fragilidade no vaso, e uma hora rompe e aí o paciente tem esse quadro clínico mais agudo, mais súbito. Já o isquêmico a gente reconhece pelo início súbito de alguma disfunção neurológica. O cérebro não desliga todo de uma vez. Ele desliga uma parte dele. Então, o indivíduo deixa de conseguir movimentar uma parte do corpo, deixa de conseguir enxergar uma parte da visão, deixa de conseguir sentir uma parte do corpo, deixa de conseguir falar, mas consegue manter o raciocínio de outras funções. Então, início súbito de perda visual pode acometer. Se o paciente tem dificuldade para caminhar, para andar de forma súbita também, pode ser um AVC. Se você lembra de pedir para o paciente sorrir e a boca estiver torta para um dos lados, isso também pode indicar um AVC".

Segundo o neurologista, todo AVC é um caso de emergência. Por isso, é preciso acionar o atendimento médico imediatamente. O atraso na chegada ao hospital pode causar a morte ou deixar sequelas irreversíveis.

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Ler no site da fonte: Radioagência Nacional ↗