Mercado reage à reeleição de Lula: ETF do Brasil cai 11% em Tóquio e dólar sobe no mercado futuro
Fundo que acompanha o Ibovespa no Japão recuou na abertura; em Chicago, contrato de real indica dólar perto de R$ 5,51. Mercado à vista só reabre na segunda-feira

Atualizado às 21h40 de 25/10/2026. Os números são de negociações noturnas, com poucos negócios, e podem mudar até a abertura dos mercados no Brasil, na segunda-feira (26).
Os primeiros sinais do mercado financeiro depois da reeleição de Lula (PT) foram de queda nos ativos brasileiros negociados no exterior, segundo a Bloomberg.
ETF do Brasil cai 11% em Tóquio
O NEXT Funds Ibovespa Linked, fundo negociado na bolsa de Tóquio que acompanha o Ibovespa, caiu 11% na abertura da sessão de segunda-feira no Japão, que corresponde à noite de domingo no Brasil, de acordo com a Bloomberg News. Por abrir antes da B3, o fundo costuma ser lido como o primeiro termômetro de como os investidores vão receber a bolsa brasileira.
O movimento é o inverso do que aconteceu depois do 1º turno: em 5 de outubro, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente na apuração, o mesmo fundo subiu quase 8%.
Dólar sobe no mercado futuro
No mercado futuro de Chicago, o contrato de real para novembro recuava 9,14% às 21h06 (horário de Brasília), com 51.064 contratos negociados, segundo a Bloomberg Línea. Na conversão, isso equivale a um dólar perto de R$ 5,51, contra cerca de R$ 5,01 no preço anterior. No mercado à vista, a última cotação foi de R$ 4,9791, e as negociações só recomeçam na segunda-feira.
Antes da votação, a Bloomberg Economics estimava que uma vitória de Lula poderia desvalorizar o real em mais de 3,5%. A oscilação vista na noite de domingo ficou acima dessa estimativa.
O que observar na segunda-feira
- Os contratos negociados à noite têm volume baixo, e movimentos fortes nesse horário nem sempre se repetem quando o mercado à vista abre.
- O primeiro teste é a abertura do dólar à vista e da B3, na manhã de segunda-feira (26).
- Investidores devem acompanhar os primeiros sinais do governo eleito sobre a política fiscal e a equipe econômica.
Fontes: Bloomberg News e Bloomberg Línea. As cotações são as informadas por essas fontes no horário indicado e não foram verificadas em outras bases.
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